sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Geração "Crise"


A idéia não é fazer disso aqui algo do tipo "meu querido diário...", mas quero compartilhar umas reflexões importantes pra mim, como essa que agora escrevo.

Eu sou uma crise que anda e pensa...
...pensa tanto que entra em crise de novo, daí resolve falar sobre o que está pensando e deixa outros em crise também. Mas uma crise boa, eu acho.A nossa cultura apregoa uns valores esquisitos, de felicidade por exemplo. Você tem que ser feliz o tempo todo, curtir ao máximo, agitação e pá, mas um dia você necessariamente percebe que esse estereótipo – publicitário - do que é ser feliz não te convence mais. Daí você se depara com a demonizada palavra “crise”.

Deus me livre, pra muitas pessoas que tiveram criação parecida com a minha, crise é como se fosse uma doença contagiosa. Significa fraqueza, algo que você tem que se livrar rapidamente, antes que te consuma completamente e você se transforme em um bixo peludo com tetas e unhas gigantes.

Mas o fato é que em toda a minha vida eu passei por crises, mas apesar de feinho por inteiro, meus mamilos continuam num tamanho normal. Como aqui não é um espaço ideal pra filosofar, vou encurtar a história. Eu descobri que a crise me faz uma pessoa melhor, ou melhorando e já vou explicar o porque. A crise faz constantemente com que eu me coloque em cheque a mim mesmo. As minhas verdades são meu “Rei” e a crise as peças adversárias em um jogo bastrato de xadrez, mas nesse caso a única forma de não perder o jogo é ter um “Rei” que seja, por si só, resistente aos ataques das peças adversárias. Todos os meus “Reis” falsos caíram no decorrer da minha vida, eram fracos, superficiais. Ainda me sobraram alguns, que também estão em cheque, mas se eles resistirem eu poderei saber se estou jogando com as peças certas ou erradas.

Crise então, para mim, não é mais um bicho de sete cabeças, não tenho mais medo dela, pois a vejo como uma grande oportunidade de crescer, de fugir da mediocridade. A família Doriana só é feliz daquele jeito no café da manhã no comercial, eu quero é ser feliz com o que tenho de verdadeiro em minhas mãos. Mas o que é verdadeiro...? Vixi... daí já começa outra crise.